Baterias
Insisto no
separador, porque há coisas que não podem nem devem ser misturadas, ou então encontram-se fundidas e é necessário separá-las. No primeiro caso temos a água e o azeite. E, numa bateria, o elemento positivo e o negativo - que criam entre si a tensão necessária ao seu funcionamento - são separados por
separadores (os primitivos, feitos por Planché, eram de borracha). Ainda há poucos anos (e já noutros materiais) eram vendidos avulso. Destinavam-se à fabricação e reparação das baterias de automóvel, numa sociedade em que o consumismo (com descartáveis) ainda não se sobrepunha ao aproveitamento, conservação e reparação que proliferava durante a guerra e no pós-guerra, devido às dificuldades de produção fabril. Era vulgar refazerem-se baterias, introduzindo e combinando o que era necessário, como as placas de chumbo, ácido sulfúrico a água destilada...
Separador de nata
A separação da nata tem afinidade com o
azeite, pois uma parte gordurosa separa-se de uma parte menos densa, neste caso através da centrifugação.
separador de nata sueco
Ópera
Contrariamente, um exemplo de uma grande fusão (barroca) que provém de elementos separados é a ópera, ao integrar, num todo, a poesia, o teatro, a música, os figurinos, a cenografia. Estes elementos podem ser separados numa atitude analítica, em contraponto com a atitude sintética, isto é, a junção de vários elementos para se obter um composto adequado a um funcionamento global.