O funcionamento de certas coisas
É uma reflexão sobre assuntos que vou respigando daqui e dali, literatura incluída, e imagens de trabalhos meus. O lugar também para um ou outro poema da gaveta ou curtas narrativas sobre o funcionamento de certas coisas, desde a poesia a outros modos de olhar. antonioferra@netcabo.pt; outro sítio
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Encenação


Segunda-feira, Setembro 28, 2009
William Faulkner
Mas não basta apenas ter talento - como se isso fosse pouco -, é preciso que alguém encontre o material adequado em papel para fazer a colagem.
Quarta-feira, Setembro 09, 2009
números e datas
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
09 09 09 09 09 09 09 09 09
uma data de números
(09/09/09)
Sábado, Agosto 29, 2009
Domingo, Agosto 16, 2009
homenagem às férias
Uma das questões que se coloca ao HUMOR é a perenidade do "sketch". Tal como na poesia satírica, na sua afinidade com a poesia de circunstância. Se o efeito do conteúdo se prolonga para além da circunstânca, então sim, estamos em presença de alguma coisa com valor, porque não fica apenas circunscrita ao momento. Se se fica apenas pela circunstância, há quase sempre o mérito de fornecer refrentes históricos de maneira eficaz.
Este pode ser um critério de avalição do HUMOR, que recentemente tem estado na ordem do dia.
O desaparecimento de Raúl Solnado impulsionou esta reflexão.
Sábado, Agosto 15, 2009
Para refrescar
A ventoinha foi comprada na Remar, uma ONG cujas iniciais significam reabilitação de marginalizados.
Tenho por hábito visitar estes templos do second hand* onde se encontra sempre o inesperado. Inclui-se também a Reto – Associação Reto à Esperança, com idênticos fins. Mas não basta ir a estes e a outros sítios apenas uma vez, é necessário voltar e ver o que vai aparecendo, ou seja, de que passados e objectos as pessoas se querem libertar, mobiliário, roupa e memórias incluídas.
Esta ventoinha é um objecto dos sixties no seu melhor. Exigiu limpeza e oleamento, mas funciona impecavelmente em três velocidades.
E refresca.
Quase me apetece dizer: coloquem o vídeo em full screen, liguem o som e aproximem-se do monitor.
* ver nota sobre o post anterior
A (re)conversão das coisas

"Cash Converters" é uma cadeia de lojas em regime de "Franchising". Pagam impostos e passam facturas, ao contrário de outras empresas second hand. Para se vender lá qualquer coisa identificam uma pessoa toda.
E produzem marketing da natureza desta imagem, uma tentação para incautos venderem guitarras e outros instrumentos, para os converterem no tal cash.
Sem mais comentários.
Nota – Utilizo propositadamente a expressão inglesa second hand, porque o second hand é uma "instituição" tipicamente britânica, que tem um regime de aceitação de donativos, para depois serem vendidos com fins solidários.
É o caso da cadeia mais conhecida, a Oxfam, a par de outras, como as de auxílio aos idosos, ao combate ao cancro, à protecção dos animais. Têm ainda a vantagem de patrocinarem trabalho voluntário nas comunidades para pessoas de uma certa idade com tempo disponível.
Em plena crise, alguns queixam-se da concorrência, nomeadamente no que respeita a livros.
Terça-feira, Maio 26, 2009
Hay-on-Wye

A propósito de um alerta que vi aqui, pus a memória em dia.

Foi o lugar onde vi mais livros por metro quadrado,

mas num clima harmonioso e convidativo,

Sexta-feira, Maio 22, 2009
RIO BRAVO
Bénard da Costa foi quem me fez entender melhor o "Rio Bravo", de Howard Hawks, um dos seus realizadores.
Num programa de televisão, entre outras coisas, ele chamava a atenção para se ver o filme não apenas sob o ponto de vista da personagem interpretada por John Wayne, (Sheriff John T. Chance) mas considerando a figura de Dean Martin como o herói, aquele que venceu a dependência do álcool.
Quem não entender isto, talvez não entenda bem a magia de um trompete.
Segunda-feira, Maio 18, 2009
Domingo, Maio 17, 2009
o excesso de "pin ups" nos blogs
Para animar garagens e outros lugares, recortavam mulheres atraentes, sobretudo os americanos, com o toque de estilo da cultura pop. As imagens serviam para vender automóvies, principalmente, mas também para vender outros aparelhos, sobretudo electrodomésticos, onde as figurantes apareciam mais discretas.Pin up é pregar, ali na parede, com um pin, a tal palavra da família de pionés (que até já aparece assim nos dicionários, pelo menos no da Academia das Ciências) vinda do punaise francês, que também significa escaravelho.


Se os mirones se estão nas tintas para o parlapié explicativo, que olhem e fruam a qualidade da arte, mesmo sem reflectir.
Quinta-feira, Maio 14, 2009
Sexta-feira, Abril 24, 2009
O autor da fotografia do menino com o cravo na G3
chama-se Sérgio Guimarães e morreu relativamenmte novo, em 1986. Era fotógrafo, sobretudo de publicidade, mas também fez outras fotografias com outros destinos, nomeadamente para certos livros que editou - As Paredes da Revolução, Diário de uma Revolução, O 25 de Abril visto pelas crianças.Orgulhava-se de ser filiado no Partido Comunista e, quando viveu em Paris nos anos sessenta, onde trabalhou para a Elle, terá ficado sem o dedo mínimo da mão esquerda, por razões que só ele sabia. Aí frequentou o atelier de Fernand Léger.
Perguntei-lhe como a tinha a feito e lembro-me de ele me contar que, no dia 25, pegou no filho do Pedro Bandeira Freire, que na altura teria dois ou três anos, e foi com ele ao aerporto da Portela para fazer a célebre fotografia. Pediu a três soldados da Marinha da Força Aérea e do Exército para segurarem na arma, e click com a Nickon.
Era natural do Porto, onde foi conhecido em certo meio da sua juventude. Cá em Lisboa trabalhou com o empresário Vasco Morgado, o dos teatros, e parava muito pelo Parque Mayer. Mas sobretudo adorava o café-restaurante Monte Carlo, no Saldanha, onde reclamava quase sempre o bife. Conhecia muita gente ligada aos meios artísticos, uma vez apresentou-me o pintor Manuel Lima, no Monte Carlo. Cheguei a ver o Herberto Helder numa das muitas casas que habitou e dizia que o Luiz Pacheco era o maior escritor português. De facto, o Luiz Pacheco referiu-se a ele numa das suas entrevistas (JL), como tendo sido depositário de material escrito seu. Segunda-feira, Abril 20, 2009
a maior zaragata de todos os tempos
«Chegou uma esquadra», disse Austin, «e aqueles a quem chamavam os camones invadiram a cidade, tingindo-a com a brancura das suas fardas. (…)…o Pé de Cabra foi de cabeça contra a parede e até fez eco, abriram-me a cabeça, dizia ele, abriram-me a cabeça, o que, segundo Molero, devia ser por demais evidente, o Peito Rente foi chutado com efeito para a tipografia do Celestino, deu duas voltas lá dentro fazendo parar as máquinas que estavam a trabalhar e pondo a funcionar as máquinas que estavam paradas, alguém tinha espetado uma faca na barriga do Lucas Pireza, talvez um camone, de certeza que foi um camone, diria mais tarde o Zuca, os camones são uns naifistas do caneco, garantia ele, o Lucas Pireza segurava os intestinos com as mãos, falava baixinho para eles, parecia rezar, os camones iam e vinham, espartanos, segundo Molero, até à medula, a certa altura, numa ressaca, levaram com eles, pelo ar, o Metro e Meio, o Ângelo tinha-os juntado a todos num molhinho, enfeitou-os com o Metro e Meio, e vai disto, tudo pelo ar, rumo ao Marocas Papa-Milhas, que tinha uma motocicleta cheia de cromados e a mania das curvas rápidas, já tinha atropelado três gatos e duas pessoas, ia a fazer uma bela curva naquele momento, foi contemplado com a colecção de camones coroada com o Metro e Meio, despistou-se, disse foda-se, foda-se, subiu o passeio, virou de pantanas o mostruário do Raul Pechisbeque, choveram colares de vidro, pulseiras, broches e anéis, o Marocas continuou em prova, descontrolado e tudo, devolveu para dentro de casa o berço que a Gertrudes tinha colocado à porta com o bebé, atravessou a rua aos ziguezagues, embateu na caixa da criação da Mafalda Capoeira e terminou a prova contra o balcão da carvoaria do Galego, lançando o pânico nos elementos do Grupo Excursionista Moscatel, que estavam a beber o seu meio litro da praxe, enquanto as pessoas assobiavam alvoroçadamente às janelas, as mulheres gritavam, o bebé da Gertrudes, que era o melhor pulmão lá do bairro, berrava como nunca, o papagaio do Pimentel, que tinha caído do poleiro e dançava suspenso na correia de metal, esganiçava a sua expressão favorita, ó da guarda, ó da guarda, muitíssimo apropriada, segundo Molero, às circunstâncias, o fox-terrier do Silva Farmacêutico filava um camone pelo fundilho da s calças e fazia questão de não o largar, as galinhas da Mafalda Capoeira corriam espavoridas num cacarejar infernal e num dilúvio de penas, o burro do Hipólito zurrava, os gatos da Dona Maria Bicahroco miavam e pulavam, o Alsácia do Tó Peneiras ladrava com aquela fúria só dele, camones entravam por aqui, ex-Malhoas saíam por acolá, às vezes dava certo, parecia que o Ângelo tinha controle sobre a confusão, à distância, o Zuca diria mais tarde que, tirando algumas partes cómicas que pareciam à Charlot, aquilo tinha sido uma coisa iglantónica, o Ângelo era igualzinho a um tal Lone Ranger, só lhe faltava a mascarilha». Houve uma pausa. «O rapaz assistiu a tudo isto dentro da mercearia do João Azeiteiro, atrás de um saco de feijão, atónito perante aquilo que Molero denomina o maior fogo-de-artifício de que há memória em matéria de pancadaria, a balbúrdia plena, o filme de trinta e uma partes em carne viva, o real que se sobrepõe ao mítico, sonhar é pouco, é entrar, rapaziada, é entrar, eis a maior zaragata de todos os tempos, resolvida numa só sessão sem comprar bilhete, sem cenários de cartão, sem trucagens, sem intervalo segue imediatamente, (…)»
comentários de Pachecos sobre Machado

«Uma cavalgada furiosa de episódios, uma feira, um tropel de gente, uma festa popular de malucos e malucas, tudo chalado, uma alegria enorme quase insensata, o “sintimento” nos momentos doloridos (…) mas tudo tão próximo de nós e tão naturalmente reproduzido na escrita.
Repito e finalizo: um livro-bomba, uma obra d’arromba»
in Diário Popular
o do Assis (sobre o Dinis):
«…a que se deve esta aparentemente súbita aventura criadora? Ao prazer da escrita, claro está; ao furor quase genesíaco diante da folha branca. À constatação de que o seu universo, o universo machadiano, não pode ser contado por outrem. Recuperar a infância? Pois evidentemente. Enumerar sítios, as gentes de eleição? Sem dúvida. Mas principalmente trata-se aqui da urgência de deixar um testemunho: fui assim, quis isto, amei o que digo ter amado; e só eu, Dinis Machado de nome, o poderia fazer. Nada explica o escritor. Se é que isto explica»
in R.D.P.
Domingo, Abril 19, 2009
O que Dinis molera

Capa da 6ª edição, Bertrand, datada de 1978, da autoria de Saldanha Coutinho, embora pareça um desenho de José de Guimarães.
Agora há outra edição, da Quetzal, que se pode procurar aqui.
Sábado, Abril 18, 2009
Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel García Marquez

clicar na imagem
para se ler
Um título que não é para todos, é preciso andar por aqueles lugares e ter irreverências surreais. É uma bonita edição, apenas com trinta páginas. Preciosas. A mancha é reduzida, como se pode ver pela imagem, o que acaba por dar uma maior intensidade ao texto. Vale a pena (re)ler Dinis Machado. Não obedece às questões da circunstância actual da escrita narrativa. Uma escrita urbana de certa Lisboa, com a abordagem poética que a cidade lhe merece. Que não está só, leia-se Nuno Bragança, sobretudo o de “A Noite e o Riso”, que é, de facto, o que fica para a história, ao lado de outras tentativas de mérito, mas menos intensas e mais despretensiosas, como Mário Zambujal, por exemplo.

Ilustrações de Fátima Vaz
Ed. Livraria Bertrand
Novembro de 1984
Terça-feira, Março 24, 2009
ambições literárias
Paperback writer
Dear Sir or Madam, will you read my book?
It took me years to write, will you take a look?
Based on a novel by a man named Lear
And I need a job, so I want to be a paperback writer,
Paperback writer.
It's the dirty story of a dirty man
And his clinging wife doesn't understand.
His son is working for the Daily Mail,
It's a steady job but he wants to be a paperback writer,
Paperback writer.
Paperback writer
It's a thousand pages, give or take a few,
I'll be writing more in a week or two.
I can make it longer if you like the style,
I can change it round and I want to be a paperback writer,
Paperback writer.
If you really like it you can have the rights,
It could make a million for you overnight.
If you must return it, you can send it here
But I need a break and I want to be a paperback writer,
Paperback writer.
Paperback writer
Paperback writer - paperback writer
Paperback writer - paperback writer
Composed by Lennon/McCartney
Domingo, Março 22, 2009
o funcionanto da máquina de lavar, para não perder o fio à meada

A Margueritta, a máquina de lavar da família Ariston, não trabalha.Calou-se, perdeu o ritmo e a relação do funcionamento, e da funcionalidade.
É um desespero esta interrogação das máquinas, das suas componentes.
O que se passa?
E a máquina muda, sem reacções, como se fosse uma pessoa caprichosa que nos prega as suas maquiavélicas partidas.
- Chama-se um técnico, um médico de máquinas, alguém que lhe entenda os sintomas e que lhe neutralize a birra.
- Devia ser castigada esta máquina, tanto tempo a portar-se bem, e agora isto.
- Por quanto tempo, ainda, a condescendência com a Margueritta Ariston?
Dois dias depois, lá veio o técnico a casa, olhou-a, ouviu-lhe os sintomas e não hesitou: é a correia. Abriu a máquina por trás, era de facto a correia, que tinha saltado, devido a inadvertências no seu uso. É assim a máquina, não perdoa falhas, como o tempo não lhe perdoa a ela.
E lá passou a trabalhar, apesar de um ruído um pouco estranho.
A adaptação à correia nova ou o aparecimento de um novo mal?
Vivemos nesta incerteza, dependentes de caprichos gratuitos, de premonições, de destinos.
E de nós próprios, num sistema de interdependências e ligações a que já nos habituamos ao longo dos milénios, sem as interrogar.
Como uma correia de ventoinha de um automóvel, usada para a ventilação, a correia na máquina de lavar vai fazer girar um tambor, onde a roupa dança e onde é depois centrifugada, empurrada para fora a roupa a tal velocidade que a água não a pode acompanhar. E a roupa fica sem água, isto é, seca. Quase.
Se a correia estiver lassa, pode saltar. E se saltar o movimento circular não é transmitido. E também pode partir, a correia, por alguma razão.
Quando comecei a investigar o funcionamento dos autoclismos, e da energia, senti uma certa tranquilidade ao descobrir a lógica que determinava os movimentos. Até chegar à questão básica motor de todos as coisas – a energia, e o confronto com o óbvio, e o mistério último da descoberta do primeiro motor.
Sábado, Março 21, 2009
os dias de e o consumo

foto trabalhada, sem referência
Tanto verso, às vezes curto, a euro e meio,
tanta sílaba dividida pelos cêntimos!
Vendem os poetas versos livres
ou as métricas saídas do paleio
onde se finge a dor que não se sente,
se fere a angústia e fecha o cerco ao sentimento
de Pessoas ao dispor de toda a gente
(e digo isto porque tenho lido coisas!...
ai, meu Deus, que parecem ser mesmo verdade,
se calhar um poeta nunca mente.)
(…)
Mas, por quem sois, se arrumais carros nas pracetas,
não entreis na versalhada ao desbarato, é tempo de ir
comprar poemas avulso para os bolsos.
No entanto, comprai poucos,
podeis crer que as letras não são tretas
andamos todos é a ler-nos uns aos outros.
António Ferra, excerto de "a poesia é caríssima", inédito, 2003, série poemas satíricos
Terça-feira, Março 10, 2009
Qual é o Mourinho dos pobres?

O meu problema é o acesso a uma informação correcta.
Domingo, Março 08, 2009

No original, “Bell, Book and Candle”.
Mas o que interessa aqui é ver que eles não tinham fotografia osculante e, vai daí, o editor da “colecção cinema”, I presume, montou um beijo falso, com gato de permeio. Se eu fosse a Kim Novack e me aparecesse um James Stewart a ver passar os comboios quando o beijasse, repensava todo o meu sex apeal .
PS- este tema do beijo falso já aqui foi tratado.
Terça-feira, Março 03, 2009
Pontos de Vista da colecção cinema*

Em inglês, "The teacher’s pet".
Em português, duas traduções: no Brasil, "Um amor de professora"
em Portugal, "amor de Jornalista"
*A Colecção Cinema era da Agência Portuguesa de Revistas. Esta, sem data, comprei-a numa feira de rua, a um sábado, em Vila Franca de Xira, creio que por dois euros. A vendedora disse-me que ainda tinha mais, muitas.
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
correntes

fotomontagem de A. Ferra
(muita gente pensa que eu sou um anjo alinhado pelo meridiano de Greenwich, com uma flor acorrentada no bolso do colete)
Estação Suspensa
Domingo, Fevereiro 01, 2009
Segunda-feira, Janeiro 19, 2009
De onde é que vens? que eu até mais logo

Um qualquer departamento de comunicação e publicações da Comissão Europeia deve ter-se esquecido de falar com algum português minimamente sensato para fazer uma revisãozinha no fabuloso texto que se transecreve:
- Olá, chamo-me Carla
Como é que te chamas?
- Paulo. De onde é que vens?
- Lisboa. E tu?
- Algarve.
Quantos anos tens?
- Catorze.
- Adeus!
- Até mais logo
Gostei particularmente do "De onde é que vens?
Tambem gostei daquilo que os senhores portugueses que trabalham na referida Comissão (ou para a referida Comissão) disseram no fim "Até mais logo". É o que a gente diz, não é?
Lá que para exemplificar uma situação da língua portuguesa no quotidiano tivessem escolhido uma imagem de dois Albertos Joões a empurrarem uma turista grande num carrinho de verga com um Galo de Barcelos em cima, vá que não vá...
Sábado, Janeiro 03, 2009
Quinta-feira, Janeiro 01, 2009
perda temporária de ligações
AVISO AOS VISITANTES
para que serve um saca-rolhas?

A alavanca é um objecto rígido que é usado com um ponto fixo apropriado (fulcro) para multiplicar a força mecânica que pode ser aplicada a um outro objeto (resistência).

PS - Claro que nunca perdi a relação de semelhança e continuidade entre o saca- rolhas e o canivete.
Sábado, Dezembro 27, 2008
o funcionamento de certos canivetes

O canivete funciona como uma extensão da mão, como funcionam as ferramentas todas. Fazem aquilo que o melhor instrumento não consegue, ainda que comandados por essa mesma mão.
Eu tenho vários canivetes, que infelizmente - ou não - acabam por se tornar também em verdadeiros amuletos. Quando se perdem é uma tristeza irreparável, ainda que a funcionalidade possa ser substituída. Apenas a funcionalidade.
Gosto de os afiar, para além da lâmina afiada que já trazem.
Não me interessam os canivetes suíços, embora os respeite pela plurifuncionalidade, às vezes vaidosa e exuberante. Agora até fabricaram canivetes suíços com a função de leitor de mp 3
Nem me interessam canivetes de dupla lâmina ou do tipo borboleta, os célebres "butterflies". Interessam-me mais as histórias à volta dos canivetes.
Reproduzo a imagem de dois canivetes que utilizo, um no bolso - o canivete velho -,


E há outros canivetes que funcionam como objectos históricos, como este que era do meu pai, de quem herdei o nome.

















