quinta-feira, julho 21, 2005

diálogo de surdos?

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Talvez seja possível cada um ver o que há de comum entre eles os dois: paredes, telhado, algum cimento. Até aqui têm coexistido lado a lado, cada qual com o seu exibicionismo, um por excesso, outro por defeito. Talvez seja possível o diálogo, a partilha de memórias, apesar de tudo.
Cada edifício podia contar ao outro como foi tratado pelas mãos dos homens, descrever a face dos construtores, a ambição dos proprietários. Ambos abrigam gente.
Ambos morrerão um dia, o mais velho primeiro, pela ordem natural das coisas.

3 Comentários:

Às 11:32 AM , Blogger Tiago Alves disse...

seriam historias engraçadas, sem duvida. a foto está muito boa. quase que se consegue sentir o sentimento de superioridade do modernaço, vistoso à luz do sol, enquanto o baixinho se mantém, imperturbável, focando-se no seu core: abrigar gente

 
Às 10:30 PM , Blogger Zarolho disse...

O betão armado desfaz-se ao fim de uns 250 anos, se for de boa qualidade. Em plena Lisboa (Av. José Malhôa), nem aguentará até ao fim do século — se não fôr abaixo por otro motivo.

A alvenaria é geológicamente muito mais estável. Se tiver sido bem construído e com manutenção mínima, o edifício mais baixo (bº do Tarujo?) poderá ser habitável durante séculos. Claro que há muita gente a contar com o valor do terreno que ele ocupa, mas…

 
Às 1:52 AM , Blogger António Ferra disse...

Obrigado pelo seu contributo, que se insere muito bem no espírito deste blog. Fiquei a saber o funcionamento de coisas da alvenaria e do betão armado. Mostra-nos também que as aparências iludem e vale a pena questionar a "ordem natural das coisas". E vale a pena espreitar o seu blog "olho e meio"

 

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