quarta-feira, dezembro 28, 2011

pequeno tratado de gramática



















Para entender um povo é preciso entender-lhe a gramática, ver como ele trata a substância, de que cores a pinta, o que faz com ela quando o sol nasce e quando a noite vem. Nos dias frios, nas noites sonâmbulas.
Em que fase da lua se opera a sintaxe da oferta das flores a quem se ama?

A gramática é a regulação da vida, é o exercício do poder.
A gramática são as normas instituídas pelo estado que determina comportamentos previsíveis.

Para entender um povo é preciso descrever o modo como conjuga os verbos, se é perdulário no uso das mais ínfimas partículas de ligação ou se armazena intenções no corpo das palavras – articulações de nomes, parentescos e pertenças, sofrimentos silenciados.


Mas sem desafiar e transgredir as normas não pode crescer e arar a terra com os movimentos ritmados que se diluem no futuro.





4 Comentários:

Às 12:26 AM , Blogger mEu munDinHo LoUcO disse...

De grande valia....adorei!

Grande abraço,

Elaine Lucas

 
Às 5:45 PM , Blogger Joana Ruas disse...

Belo texto que agradeço com votos de Bom Ano Novo.
abraço
Joana Ruas

 
Às 7:35 PM , Blogger aurelino costa disse...

... da métrica o espaço que estala na garganta ...
... arrumar o desarrumo desencanta...

 
Às 12:11 PM , Blogger Olinda disse...

tão pequeno que fiquei a querer mais. :-)

 

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